“Nossa
estação de muda, como a das aves, deve ser um momento de crise em nossa vida.
(...) Do contrário estaremos navegando sob bandeiras falsas e, ao final,
seremos inevitavelmente desmascarados por nossa própria opinião e pela opinião
da humanidade.” - (THOREAU, Henry David)
A
mudança dá medo. Muito medo. Apesar do Chico dizer que teme, somente, que as
coisas nunca mudem, qualquer alteração na nossa vida é acompanhada por um frio
na barriga. Algo que sobe do estômago e vai parar na garganta, modificando até
a forma como engolimos – desde um simples alimento até uma situação.
Gostamos
da zona de conforto. Mantemos-nos nela e ficaríamos lá por todo o sempre, sem
nenhum tipo de problema ou vergonha. É como se tivéssemos traçado uma rota
perfeita da nossa vida e que tudo seguirá de acordo com o nosso pensamento. Só
que surgem várias deformações no meio do caminho. Algumas não chegam a
alterá-lo ou sequer atrapalhar os prazos. Outras, no entanto, destroem todo o
planejamento que nós tínhamos em nossas mentes. Podem ser comparadas a pauladas
que tomamos em nossas cabeças e que nos deixam desnorteados – muitas vezes
impossibilitando a própria visão do trajeto que continua bem na nossa frente.
São
essas pancadas que nos fazem temer as áreas fora da zona. Todas as dúvidas e
inseguranças que estavam escondidas aparecem. Se elas já estavam visíveis, irão
se aflorar ainda mais. A reação é a parte mais complicada disso. A zona de
conforto se dissipa tudo parece estranho e vira o desconhecido. A mão não
alcança nada com a mesma facilidade de outrora. Todos nós passamos por situações que
resultaram nesta aflição e, na grande maioria das vezes, conseguimos
superá-las. Tudo passa isso é um fato. A questão é: quais pessoas nos tornamos
após os momentos de turbulências? Somos seres humanos melhores ou,
simplesmente, ficamos felizes por retornar a mediocridade da zona de conforto?
Um
problema pode ser o início de uma mudança por completo. A escolha é de cada um.
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