Quem não deseja, após as fadigas de uma
longa caminhada, encontrar um lugar onde possa descansar à sombra de árvores
frondosas; refrigerar-se com a água fresca e cristalina de uma fonte e respirar
o odor de flores perfumadas?
Assim,
na jornada da vida, quão intoleráveis e áridos não seriam os nossos dias, se
não tivéssemos para amenizá-los, a Esperança, essa "amável companheira da
vida" que tanto nos alenta e estimula. Sem ela, o lavrador não teria tanta
perseverança e constância para cultivar a terra, o marinheiro não arrostaria a
sanha do mar furioso e embravecido; o enfermo não suportaria suas dores, nem o
cativo o peso do seu cativeiro.
...Não
fôra a Esperança, sucumbiríamos ao peso dos males que se sucedem. "Ela tem
a arte de separar de nós o que está em contato conosco, e aproximar de nós o
que julgamos inatingível; livrá-nos do presente, quando inoportuno, e nos traz
o futuro, quando este parece vantajoso".
Não
existe lar, rico ou pobre, que não a acolha; não há coração, altivo ou humilde
que não o abrigue. Por onde passa, deixa benefícios e consolações, sobretudo
nos lares construídos em choupanas e casebres rústicos e nos corações
desesperados e aflitos.
Se
os corações abrigam essa esperança terrena, tão sujeita aos enganos, por que
não acolher a mais promissora esperança a divina, que não consente esperemos em
vão? Por mais que nos alimentemos dessa Esperança, nunca será demasiado, pois
tem por fim levantar-nos, fortalecer-nos, aliviar-nos as dores e estancar-nos
as lágrimas.
Saturemos
nosso coração dessa Esperança, fresca viração que ameniza os ardores da vida.
Estrela que brilha no firmamento da existência, nas noites mais sombrias;
artista que sabe colocar sobre as urzes que cobrem nossa vida, flores aromáticas; acorde melodioso extraídos das cordas de uma harpa, cujo som nos
acompanha a vida até o dia em que alcançarmos o lugar que Deus nos reservou.
*fonte: http://www.jmc.org.br/aesperan.htm
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