Era uma menininha tão triste que aqueles a sua volta já nem
sabiam o que fazer para consolar. Mas ela não exigia isso de ninguém, sabia que
nela as lágrimas eram irremediáveis e passava o tempo tentando fazer bombons,
que ainda assim parecia não agradar ao paladar de ninguém.
Recebia visitas constantes da Morte, que para ela surgia na forma duma opulenta senhora. Era sempre o mesmo diálogo:
_ É hoje que me leva?
Ao que a morte retrucava cínica:
_ Nada, estou só de passagem.
Já para a Loucura a menininha tinha uma queda, tanto que com essa não contentava em meros flertes e rolavam no chão em meio a um amor desvairado.
Foi então que a Loucura teve uma forte compaixão e pediu que a Vida fizesse uma visita à menininha. A Vida chegou para ela como uma mulher mirrada e fraca, segurando debaixo dos braços uma caixinha.
_ É isto que te trago...
Disse a Vida num tom humilde. A menininha abriu a caixa e lá estavam apenas suas lembranças.
As boas, velhas e doloridas lembranças... o que fazer com aquilo?
Misturou então lágrimas, lembranças e chocolate em deliciosos bombons meio-amargos, que despertavam bonitas inspirações a quem os soubesse apreciar!
Recebia visitas constantes da Morte, que para ela surgia na forma duma opulenta senhora. Era sempre o mesmo diálogo:
_ É hoje que me leva?
Ao que a morte retrucava cínica:
_ Nada, estou só de passagem.
Já para a Loucura a menininha tinha uma queda, tanto que com essa não contentava em meros flertes e rolavam no chão em meio a um amor desvairado.
Foi então que a Loucura teve uma forte compaixão e pediu que a Vida fizesse uma visita à menininha. A Vida chegou para ela como uma mulher mirrada e fraca, segurando debaixo dos braços uma caixinha.
_ É isto que te trago...
Disse a Vida num tom humilde. A menininha abriu a caixa e lá estavam apenas suas lembranças.
As boas, velhas e doloridas lembranças... o que fazer com aquilo?
Misturou então lágrimas, lembranças e chocolate em deliciosos bombons meio-amargos, que despertavam bonitas inspirações a quem os soubesse apreciar!
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