O caminho do inferno está pavimentado de boas intenções.

(Karl Marx)


domingo, 21 de setembro de 2014

Quais características são necessárias em um bom líder?


Geniais e geniosos como Steve Jobs ou respeitados e respeitosos como Mahatma Gandhi, o perfil dos líderes é tão variado quanto às personalidades de seus inúmeros seguidores. No entanto, de acordo com especialistas e colaboradores, certos atributos são essenciais para que um superior deixe de ser um simples chefe e se torne um verdadeiro líder.
Em pesquisa realizada pela Robert Half, cerca de 300 entrevistados apontaram a inspiração de outras pessoas (43,2%), ética (41,9%) e a capacidade de tomar decisões (38,5%) como as três principais características de um líder. O levantamento contou com a participação de presidentes, superintendentes, diretores e gerentes de companhias de médio e grande porte em todo o Brasil. Segundo Fernando Luís Schuler, Diretor Executivo do IBMEC-RJ, o líder precisa ser ético e agir com imparcialidade para criar uma atmosfera de previsibilidade, necessária para o amadurecimento das equipes.  “A vida já nos oferece surpresas demais e, para que a nossa criatividade possa fluir, a gente precisa ter alguns níveis de estabilidade institucional. É preciso ter chances de errar para poder acertar, para poder arriscar. Eu preciso confiar que serei tratado com imparcialidade ou da mesma forma que as outras pessoas”, afirmou Fernando. O levantamento cita ainda a capacidade de identificar e desenvolver talentos (33,6%), de influenciar os outros (28,9%), ter a visão do todo (28,6%), comunicação (25,9%) e capacidade de planejamento e antecipação (22,3%), entre outros.

Conflito de responsabilidades

Todos os atributos apontados na pesquisa estão diretamente ligados ao impacto no trabalho dos liderados. Contudo, muitos profissionais atingem o status de líder somente em razão dos próprios resultados. A nova posição exige a habilidade de gerenciar pessoas e trazer resultados através delas, o que pode criar um conflito com os antigos hábitos e direcionamentos do líder. “Muitas vezes, quando o profissional chega à posição de liderança, ele não tem consciência de que mais do que nunca ele vai precisar dos resultados dos seus liderados. Tendo essa visão que é muito mais inspiradora, ele deve dedicar a maior parte do seu tempo em orientar a sua equipe. A reputação dele não se baseia mais nos resultados próprios, mas nos resultado da equipe”, declarou Daniel Ramirez, CEO da Eagle´s Flight e Presidente do GAR. No mercado, é muito fácil encontrar líderes geniais, mas imprevisíveis e isolados. As pessoas costumam confiar que esses profissionais irão oferecer soluções mágicas. São os “líderes ruins”, de acordo com Daniel Ramirez, uma vez que eles “se afastam do time e criam uma visão muito egocêntrica deles mesmos”. Além de prejudicar a equipe que não se desenvolve, a presença de um líder genial, porém isolado é pouco sustentável para empresa. Esse tipo de liderança raramente funciona, geralmente só para os empreendedores originais da empresa. À medida que a empresa cresce ela precisa entrar numa rotina positiva. “Você não pode ficar esperando um líder genial aparecer com todas as respostas. É muito mais interessante ter uma organização inteligente, onde as pessoas possam desenvolver produtos, tomar decisões, promover a micro criatividade de acordo com as suas habilidades. E elas só farão isso se tiverem o efeito de pertencimento, se elas imaginarem que a empresa é delas”, aponta Fernando Luís Schuler do IBMEC.


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